Monday, October 14, 2013

Blasé


 



 

A infância e adolescência blasé

 

Andei analisando o comportamento de algumas crianças e ouvindo alguns comentários de adultos sobre seus filhos. Fiquei buscando um adjetivo para esses frutos do hiperconsumismo. De repente, encontrei uma palavra que achei muito adequada: blasé!

Segundo o dicionário Aurélio, a palavra blasé de origem francesa significa

adj. e s.m. (pal. fr.) Profundamente entediado de tudo, na realidade ou por afetação.

Em tempos de Gigabytes, Wifi, X-BOX, Facebook, iphones com centenas de jogos ultra rápidos e potentes, abrimos espaços para crianças que nada no mundo  real faz mais sentido.  A interação é mínima.  A expressão e o olhar é de tédio.  Quando o jovem é brutalmente interrompido do seu mundo virtual, o ar é de absoluto desgosto.

Sempre gostei de atender jovens e sempre aprendi muito na clinica e nas escolas. Os adolescentes com todos os jargões, me ensinaram como o mundo contemporâneo se apresenta.  

Quando o tempo de isolamento é insuportável e a agressividade se manifesta, ai vem a preocupação.  Mas, o admirável na criança e no adolescente mesmo é a curiosidade, a criatividade, e a vontade de se divertir e viver intensamente.  Esses sim, são os adjetivos antônimos da palavra  blasé.

 

 

 

 

 

 

Monday, August 05, 2013

O Homem e Situações Limites

Alguns extratos da aula do Professor Oscar Oro (Presidente de Logoterapia Buenos Aires)


Estudioso de Karl Jaspers  (1883-1969) anatomopatologista e psiquiatra,  Professor Oscar traduziu nas sua aula a filosofia existencial  as situações limites do ser humano.

O homem já condenado a existir enfrenta na sua vida 4 situações limites para sua sobrevivência.
As quatro são :   MORTE, CULPA,DESTINO ou AZAR e SOFRIMENTO.

Thursday, April 25, 2013

Bombas em Boston vs a Panela de Pressão.

   Acompanhei de perto os noticiarios sobre as bombas detonadas em Boston.  Assisti todo drama principalmente  no canal da famosa CNNI. Realmente, lamentável as vitimas inocentes que perderem suas vidas de uma maneira tão sem nexo.
   Mas, hoje uma discussão entre dois jornalistas um americano e outro inglês, que estavam trocando ofensas ao vivo, me deixou perplexa.  Imaginem, a discussam era, a panela de pressão.  Será que é uma nova arma? Deve ser banida? Isso é motivo de piada?!
  Sinceramente, eu não acreditei nos meus proprios ouvidos.  Do que mesmo eles estavam falando?! Da nova arma, a panela de pressão?!
  A Russia ja havia informado para CIA e para FBI sobre o irmão mais velho, que ficassem de olho.  Mas, isso agora não importa. A discussão é outra.
   Os pais, familiares e amigos dos ''lobos terroristas'' (termo usado quando não é organizado por um grupo maior) estão perplexos. E ai surge mais uma pergunta, como que você não sabe de nada, absolutamente de nada sobre o  que seu filho, marido, sobrinho faz?
    Por isso, que vejo tantos pais, casais, filhos e amigos que se perdem um dos outros nesse mundo louco, e se surpreendem quando se deparam um belo dia com lobos soltos por ai..... 

Wednesday, February 06, 2013


O que as perolas nos ensinam?

Durante um atendimento com uma paciente há uns anos atrás, estávamos falando do pavor que ela tinha de procedimentos odontológicos.  Durante a sua sessão ,  ela explicava o seu medo em colocar um corpo estranho (implante) em sua boca.  Falava o tempo todo do seu medo em ‘’rejeitar’’ o metal que iriam inserir no seu osso.  Realmente, não deixava de ser um corpo estranho, mas os benefícios eram bem maiores.   Ficamos  analisando a palavra corpo estranho, e o peso dessa palavra.  Pedi que ela pensasse em uma outra palavra para substituir o significado que o inconsciente dela tinha registrado.  Logo então ela veio com a palavra perola.  Eu fiquei tão surpresa que não conseguia continuar.  Perola.  Perguntei a ela, se ela sabia como as perolas eram formadas.  Não, realmente não lembrava.

 Pois é, ela não poderia ter escolhido uma palavra mais afortunada do que essa.  Expliquei que as perolas são o resultado de uma reação natural do molusco contra invasores externos, como certos parasitas que procuram reproduzir-se em seu interior e esses corpos estranhos perfuram a concha e se alojam em uma fina camada de tecido que protege as vísceras da ostra.  Ao defender-se do intruso, ela o ataca com uma substância segregada pelo manto, chamada nácar ou madrepérola.  Isolando esse invasor, a bolinha perfeita é formada, conhecida como perola.    Após uma cirugia de sucesso, e um implante perfeito, a paciente retornou muito feliz com a sua nova ‘’perola’’.  Pedi a mesma que me permitisse e compartilhasse a sua descoberta nesse breve relato que acabo de descrever.

Nos todos temos ‘’perolas’’ nos nosso inconscientes,  essa perola é uma descarga das nossas pulsões que muitas vezes permanecem lá.  Mesmo esvaziando os sintomas do nosso inconsciente,  o sintoma pode permanecer, mesmo que algumas perolas seja retiradas das nossas mentes, as marcas sempre permanecerão. 
A essa paciente, o meu agradecimento.

Thursday, January 31, 2013

Qual o tamanho do nosso inconsciente?

A emisora inglesa BBC fez uma pesquisa com os maiores cientistas  do mundo em cerebro e cognição perguntando quão maior é o inconsciente em relação ao consciente.  Como ainda não se tem uma comprovação cientifica, mas ha estudos bem avançados para comprovar a teoria de Freud, os especialistas acreditam que apenas 5% do nosso cerebro faz parte do consciente o resto, 95% do inconsciente.  Pois é, Freud explica..


                                     

  (Materia publicada na revista Super Interessante edição fevereiro de 2013)

Tuesday, January 22, 2013

O CIUMES



  Nos meus estudos sobre o amor, encontrei algo interessante sobre um problema que esta sempre presente nas relações amorosas, o ciumes.  Mas, descobri que até no ciumes, ja existem categorias.  Aqui segue o estudo.
O ciúmes poderia estar associado, no próprio ciumento, com as suas próprias traições. Destarte, para Freud (Freud, 1922/1976) é o desejo e a possibilidade virtual de trair o parceiro que engendra em cada parceiro o próprio ciúme.
No seu livro The New Intimacy, escrito por Dr Ron Manzur, Deborah Anapol resume os diferentes tipos de ciúmes que afetam os relacionamentos amorosos.

O ciúmes possesivo

Sentimento classificado como o mais dramático e muitas vezes termina em violência domestica.  É um sentimento onde muitas vezes o pensamento é , a pessoa prefere morrer do que saber que aquele amor pode ser substuido por uma outra pessoa.  Nesse caso o amor é como um objeto de posse exclusivo.

 O ciúmes medroso

Esse ciúme se refere a perder o amor por uma outra pessoa.  Ou seja, o sentimento de perda, rejeição é o sentimento que prevalece.  A dependência do outro ou da aprovação do outro faz com que a pessoa se sinta valorizada, e quando o ciúmes é presente, existe uma tendência forte de uma baixa auto estima.

 O Ciúmes competitivo

A disputa do poder onde o outro possa não achar que ele ou ela é bom o suficiente para estar na relação. Assim, no caso de uma terceira pessoa na relação a ameaça é algo comum.

 O Ciúmes do Ego

Seria o oposto do ciúmes competitivo.  Aqui o que prevalece é como os outros enxergam a pessoa.  Se o individuo em questão tem valores que não quer ser contrariado, ele quer que seus princípios sejam compreendidos. Sendo assim, um sentimento de orgulho que não quer ser questionado.

O Ciumes de exclusão ou ciúmes do tempo

Muito comum nas relações poliamoristas esse tipo de ciúmes fala sobre o tempo e atenção que a pessoa sente que esta desigual quando um dos parceiros vive com uma outra pessoa.  Esse tipo de ciúmes é mais intenso quando o relacionamento da terceira pessoa se encontra no inicio.

Em contrapartida, no poliamor um dos termos mais usados, e anti-ciumes, denominado de compersion, merece destaque.
Compersion

Compersao é a palavra portuguesa para o termo inglês compersion, que significa ausência de ciúmes, ou estar com a felicidade do outro.

Friday, January 04, 2013

É muito fácil ser pedra, o difícil é ser vidraça.

-- Provérbio Chinês